"Eu nunca soube escrever versos, o que digo são palavras do avesso e sentimentos incertos"...

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quinta-feira, julho 19, 2012

Redenção


Dispo-me dos meus medos e meus orgulhos
Livro-me dos meus males e maus ocultos
Esvazio minha mente do que não é puro
Esqueço-me do passado, já não prevejo o futuro.

Vejo um horizonte de céu sempre claro
E o vento de outono varre as folhas do chão
Vem à minha mente o azul mar, azul lago
E seu rosto no meu coração

Perdoo-me dos meus pecados,
Não sou o mesmo de tantos erros
E dos planos fracassados

Mas ainda amo teus olhos que são meu mundo.
É meu presente e meu mistério.
É o meu nada, é o meu tudo.

domingo, julho 08, 2012

Perfeição


Eu não sou mais um;
Não sou o de antes,
O agora me mudou.
Esperam a primavera,
As folhas deixadas no quintal.

O amor, personagem tão inventivo,
Não faz mais parte do imaginário,
Agora é real!
Como a insensatez de amar.

Mas,
Eu amo tuas mãos macias e teus cabelos soltos.
O brilho do sol em teus olhos,
Eu amo.
Amo os lábios dos beija-flores, mel eterno,
E o peito do meu amparo.

Eu quero o tempo se puder ser um segundo teu,
Aceito o segundo, se eu for o único.
Não aceito metade, sobras ou restos,
Eu amo por inteiro.

Eu quero a dor, se quiser me machucar,
Ou mesmo a saudade, nesse breve desencontro.
Aceito as mentiras, se foram sinceras
E também a verdade, se for a nossa.

Eu quero ser plural,
Assim; nós dois, hoje e sempre,
Ou nunca,
Caso isso seja tão perfeito,
Que nunca possa ser real.