Daquele que não é teu.
Ao mesmo tempo em que teu és, ou foi
Aquele instante já passado.
Não somos donos de ninguém,
Somos o canto perdido dos pássaros.
Os passos dos compassos, e os sonhos perdidos no espaço,
De um tempo sem fim, sem meio e sem começo.
Somos todos viajantes solitários,
Que andam nessa estrada, a ilusão de que estamos
acompanhados,
Sem sombra, sem luz e sem sol.
Deixamos pegadas que se apagarão do retrato
Colorimos amores que acabarão desbotados
Insinuamos sorrisos, pra enfim, sorrir ensaiado.
Diz-me o que importa nesse grã espetáculo,
Imponha a mim os teus
tratos.
Descobre da luz, do véu e da lua,
A certeza de que nada mais somos
Que um breve colapso.
