"Eu nunca soube escrever versos, o que digo são palavras do avesso e sentimentos incertos"...

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sábado, setembro 08, 2012

Atemporal


O abraço breve, quase fraternal.
O sorriso leve, de canto casual.
O aperto de mão doce, nada muito formal.
Olhar sereno, fora do normal.

Uma conversa branda, amigável e sincera;
Vem do tempo da espera e da árvore da vida,
Dessa que muita gente duvida ou gente dessas,
Que vive meia vida,
Ou vida essa,
Que só vive quem acredita,

O almoço no parque em um domingo ensolarado.
Os talheres em casa, todos alinhados.
Em vão todos os preparativos,
Comemos e saboreamos todos os aperitivos
Sem qualquer manual.

Uma volta em volta dos tempos de antiga;
Cantamos as músicas novas e também as velhas cantigas.
Dançamos os mesmos passos.
Nossos pés nunca pisam em falso,
Mas falseiam em pisar no quente do asfalto,
Nossos quentes corações nunca estão cansados.

Um beijo apaixonado do jovem casal
Tão apaixonado quanto o das bodas de coral
E coral da praça; toda a gente e toda a massa.
A se beijar e a beijar seus filhos, seus maridos,
Seus amigos; tão queridos.
E a celebrar o amor
Um eterno ritual.

Um comentário:

  1. Gostei muito, Bruno! Aliás, o layout do site está muito bonito. Parabéns!

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