Os dedos enlaçam horizontes a desbravar
Enquanto tuas mãos exploram planícies e montanhas
O silencioso rio corta os caminhos e deságua
Assume duas vertentes e depois seca.
Nasce a relva primitiva dos desejos em teu peito
E a ávida lembrança dos outonos prospera.
Os dois mundos olham-se então fixamente
E os rios calam-se no instante do beijo.
Dos seres tornar-se-á primavera
E sentirás a brisa em teus ombros
Serão de novo Lua e Terra
Serás senhor dos sonhos e amante
Pra influenciar o ciclo das águas
Serão de novo vales e serras.

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