Dizem quem
tenho que ser e o que tenho que fazer.
Falam o
ritmo a seguir, o que falar, o que usar.
Apontam
aonde ir, com quem ir.
Desenham o
rascunho meu; quem devo me tornar.
Ninguém
consegue controlar o tempo, nem meus pensamentos.
Pode
aprisionar meu corpo no seu mundo,
Fazer
feridas que nunca fecharão,
Pode me
acorrentar, torturar e me obrigar.
Meu corpo é
humano e fraco, frágil.
Às vezes
não o consigo controlar;
Mais minha
mente me impele a um mundo que ninguém ousa entrar,
Um lugar
onde ninguém consegue violar, ninguém pode corromper.
E se perde
na obstinação de fazer igual,
Aqui dentro
eu sei quem está.
Nunca serei
comum, não nasci pra ser.
Eu sei
E se a vida
é um ritmo de dança,
Mesmo que
digam os passos;
Por pirraça
crio meu próprio compasso;
Fecho os
olhos, não me importo com o mundo.
E danço
feito criança...

Nenhum comentário:
Postar um comentário